Sunday, December 13, 2015

Talvez eu tenha que pedir perdão por todos os males alheios que me foram causados.Talvez eu justifique a minha impotência de dizer não,sendo conivente.Talvez o mundo tenha engasgado todas as mágoas de uma só vez em um único momento mas em brutas parcelas que me cabem lastimar.Talvez a gente tenha aprendido a construir personagens irreais e nunca nos souberam desfazer tal processo. Talvez eu seja desprovida de.mágoas e incapaz de provocar um funeral verbal de últimas palavras.Talvez não me tenham ensinado a ser intolerante com o que causa mal estar.Talvez eu não tenha sido projetado para qualificar as injustiças que o mundo desabotoa.Talvez ,o inverno passe com a lágrima mais intensa.Talvez a insônia tome.conta da minha vontade de falar.Talvez o prólogo do perdoar seja inerente ao meu ser. Talvez eu tenha vocação de ser a melhor retribuição de carinho ate mesmo aos que pouco mereçam.Talvez eu chore em silêncio( as vezes).Talvez eu sorria em paz (muitas vezes).

Talvez, eu seja ainda sim, algo incomum.
Talvez , isso me baste,porque assim deixarei minha esperança:não a espera da retribuição, mas a certeza que mal eu nunca farei,  e a leveza da folha ,sempre levarei comigo até o dormir de meu sono profundo.


Era uma noite acesa e cheia de devaneios.
Precisava estudar mas não conseguia.
Precisava corrigir papeis rabiscados de de sonhos mas não tinha ar.
Precisava explodir mas ainda tinha que esperar mais dois meses.
Necessitava era de um abraço com afeto injetável para ver se curava  aquela saudade estrondosamente contaminadora.
Até Romero Brito estava sem cor. Essa era a cor do momento. 
Toda de azul coberta de furos insensatos.

Thursday, April 9, 2015


Há quem goste de falar das lanças.. Eu gosto é de triunfar o perfume.



" E  o meu barco eu vou levando  a céu e mar.."

É nas intermitências da vida que vamos descobrindo o prazer de navegar. Sábio é o navegador que a cada risco, leva consigo um aprendizado.
 É preciso um pontapé para se criar coragem. É necessário doses "extra" de ousadia para sobreviver a certas realidades. Ninguém morre afogado por ter decepções;ao menos isso nos  é garantido. Apenas nos intoxicamos por algum tempo. Alguns até criam dependência à essa intoxicação, e até tragam aquela fumaça indesejada por algum tempo; outros reagem instantaneamente bem ao largarem de imediato a "droga"que lhe confere um mundo de  malefícios. É um processo lento mas eficaz.Talvez escrever seja um antídoto para  se desvincular dos infindáveis pensamentos latentes que ficam alí estagnados como âncoras ocupando espaços em  nosso precioso mundo.O fato é que- nada é tão melhor do que respirar "ar puro". Aquele ar honesto de si mesmo, sabe? Que você identifica a propriedade e de repente  acaba compartilhando. Ou  mesmo desejando compartilhar..
Certa vez ouvi de muitos amigos que a distância aniquila a presença da sombra do passado. Faz sentido.É uma pena que  a gente tenha um certo medo de efetivar a ação. Aí quando se faz , nos vem aquela sensação de : "Por que diabos não fiz isso antes?" É igual as fases do vídeo game. Você sai pulando de nível a nível sem se dar conta. Quando  percebe o jogo foi vencido. Logo vem a pergunta:"E agora? O que tem para amanhã? O que o futuro me guarda?Será que lá vem mais bomba? Ou vou mergulhar em um silêncio da mais pura calmaria? Nunca joguei búzios, nunca fui a cartomante, nunca quis decifrar o futuro. Deixo ele  provir do incerto. Do que é para ser.. Ou do caminho escolhido. 
É difícil se blindar. Assim como é difícil permanecer  intacto quando temos  várias promessas  não  concretizadas. Nas aulas de tradução temos estudado várias referências às alusões.. É um mundo cheio de  perspectivas. Existem as boas e a ruins. Assim como os caminhos. Para descobrir, é necessário escolher. É , simples quando queremos olhar apenas por uma  janela. O problema é quando parece que o mundo lhe coloca lentes de contato e você acaba enxergando até o que não quer enxergar. 

Aumente a minha miopia porque eu ando impaciente e não estou com a mínima vontade de perceber a realidade por esses dias...

Wednesday, March 25, 2015

Rascunhos do ontem


 E foram tantos os rabiscos!
Tantas  fugas de si mesmo. Tomou a sinceridade como se provara o melhor do alheio.
Escalou espinhos, percorreu desertos de solidão (ou o habitara sem mesmo dar-se conta).
Chorou em silêncio ..E até o tempo cansou de fazer a contabilidade das horas de vida jogadas ao  avulso.
De repente acordou-se em si ( maior) e em tons que mostraram novos caminhos harmônicos.
Despertou em montanhas onde o cume era a lua ; amanheceu sem grilhões e no meio do outono..
Cavalgou como a amazonas mais corajosa em descontínuos compassos e um peito aberto mesmo machucado.Sangrou, e estancou. Cicatrizou..
Finalmente se regenerou!
Aprendeu repentinamente a voar  em meio segundo, e assim refez o seu chão:descobriu um novo mundo- o da ausência da ilusão!