Monday, November 21, 2016

Desocupações dos culpados.

Notas sobre o mundo despre(ocupado):
Diante dos pés de uma gentil Aroeira
suplico por alento e abrigo
neste silencioso mundo de ar e poeira.
Mundo dos desabrigados de afeto;
Mundo dos que se consomem da ausência;
Mundo dos sem-educação;
dos que nada entendem dessa causa injusta de início de século .
dos que são vencidos por nada entender das dores dos sentimentos .
E que se convencem de
que o soluço e a saudade
será sombra
Inevitável
de cada noite de lua cheia.
Sombrio (as vezes ) é viver.

Monday, November 14, 2016

La canción póstuma


        Catalina era una senõra culta de 73 años y llena de motivos para hacer de su vida un depósito de tristezas. Su marido tuvo un accidente y se fue al cielo cuando completaban diez años de casados. Su hijo falleció cuando tenía cuatro años, y a ella le faltaban motivos para tener la felicidad como una compañera clandestina. A la señora no le gustaban sus vecinos y nadie la comprendía. La radio era una especie de terapia. Le encantaba la música erudita, y un día había escuchado una composición de un famoso señor, llamado Alberto Ginastera que hizo su día más leve.

        Era amante de las lecturas de Borges y tuvo curiosidad cuando supo que su escritor favorito eligió morir en Ginebra. Decidió un día hacer un viaje. Lugar? Ginebra! Motivo? Saber la razón de Borges de  enamorarse por aquella tierra.

       Allá del mundo, buscó cosas diferentes, gente distinta y momentos que solamente el destino  podría regalarle. Estaba acerca de una feria y vio una guitarra antígua en una caja . Resolvió comprarla y llevársela como recuerdo. Volviendo a Argentina, empezó a hacer clases de guitarra. En la tercera clase encontró un billete dentro de la guitarra. Una hoja con muchas anotaciones musicales (una composición). Y abajo una nota: Gracias, Borges por el lindo encuentro. Te dejo una canción que he escrito en Ginebra pero no tuve tiempo de enviarte. Te  agradezco por el café y la inspiración…

    A la senõra le pareció raro, una nota de Alberto Ginastera con la letra de una composición que nunca fue grabada. Buscó profesionales, y descubrió que era una obra que antes de morir, la dejó y nadie nunca la encontró, incluso Borges, uno de los mayores amigos, y admiradores de su trabajo.

       La letra hoy se encuentra en un museo en Buenos Aires con la nota sobre la historia de cómo fue encontrada y un homenaje a este genio de la música erudita. Catalina ganó mucho dinero con este descubrimiento y fue a viajar por el mundo.


Sin armar las palamentas

Quizá sea una enfermedad…Tal vez la misión de cumplir lo malo que es sentir, está en su trayecto. A muchos veía que eso no lastimaba, pero es que tampoco, por ventura, tuvieron la suerte de conocer personas inolvidables. ¿A quién podría culpar? ¿A las horas que no más le pertenecían? Se descontrolaban y controlaban la vida de las personas como si fuera una uña apretando a la carne de los pies. Hay que adaptarse a los raros momentos. Reinventarse a los treinta y cuatro, edad pos-Cristo. Agradecer por todo y cualquier suspiro porque la vida es el rato más raro que hay. Y extrañar también lo es. Es una mezcla de dolor sin razón propiamente dicha. Venía con la impresión de que iba al hogar más propicio en aquel momento de su vida: al encuentro de su soledad. Un lago, unas cabañas y una vegetación baja tan helada cuanto el invierno de su pecho. Algunas botellas de vino tinto y la sinfonía natural de la cascada cerca del hospedaje de sus pocos días de paz. Era como una villa de los huérfanos del amor. Pocas personas habitaban " San Pepe de los Ausentes". La naturaleza rellenaba el vacío de tantos meses y deletreaba la palabra: s-o-l-e-d-a-d. Suplió aquella indeterminada gana de acompañarse. Sola  con sus chanclas sin par. Solitaria porque el destino se perdió de sus pies en la carretera antes avistada. Las trayectorias fueron de repente desviadas por el acaso ( o por el destino?). Todo que cabía dentro de sí eran palomitas para mirar la película de su vida que pasaba como una dramática novela mejicana. Hoy en el cuarto día, lloraba hecha lluvia. Regaba todo pensamiento y lo transformaba en una pequeña pelota. Llevaba su calle imaginaria, donde era la caminante deseable. Dueña de todos sus versos y aspiraciones, nadie podría sacarla de aquél hogar que solamente a ella le pertenecía. El sueño de robar barcos iba a donde nadie transitara y siempre era recurrente. Hasta que un día, sentada frente al lago escuchó una voz que parecía invitarle a un paseo. Empezara entonces una charla informal y profunda sobre su vida pretérita e imperfecta. Después de dos horas y tantos consejos salió con la cabeza llena de sugerencias .Ahora era hora de poner en práctica toda teoría que la vida le ofrecía; seguir sin esperar por el viento y disfrutar del presente sin indicativo con el gerundio alrededor.

Thursday, November 10, 2016

A noite que tardiamente latia .

Dores divinas


Já era tarde e o chá de gengibre  assobiava na chaleira. Papéis, rabiscos e muita cautela lhe cercavam. As necessidades do tempo construíam um cenário de precaução, visto que, ainda havia muita coisa por se desvendar . Assumiu o compromisso de se precaver das noites vazias, assim evitaria a solidão à dois(a pior de todas). A vida continuava beirando dúvidas e lhe trazendo algumas sombras que, definitivamente, precisavam ou provocar frio intenso, ou acovardar o calor repentino que o verão imaginário lhe trazia. Taminauê era moça leve , sincera e surda pelo vento de tão apaixonada pela falta de rotina. Queria sumir de seu mundo amarelado as vezes ébrio, embora a vida lhe retornasse em ondas tontas, ainda que passageiras. Queria trabalhar, mas já na segunda graduação afirmava a sua falta de habilidade para os negócios. Ela era garota sonhadora, e das profissionais. Sonhava com um mundo menos baldio; se doava em versões até inapropriadas. Este vasto mundo lhe trazia  as maiores dívidas de afeto que alguém poderia ter. Perdeu a mãe e o cachorro para o capitalismo. No amor, desacreditou das verdades. Apostou que andar sozinha seria mais sereno. Com a sua recente mudança para Natal resolveu escrever  poesias de peito aberto .Deu certo. A resposta da vida veio em gotas transparentes. Os pés na grama e a mente entre as árvores  eram favoráveis a sua criatividade.Gostava intensamente era das suas preenchidas horas vagas. Taminauê era sombra e água fresca de agora em diante. Soprava vontades, e não tinha mais raízes. Ela era escritora de sua selva . Os bichos peçonhentos eram de bom convívio e os melhores amigos  de sua terna solidão. Eram incapazes de machucá-la. A única espécie com alto grau de periculosidade `a Taminauê  era : a duradoura  mentira.

Wednesday, November 9, 2016


"La cárcel es la libertad en una caja de zapatos."- já dizia a  soldada das lágrimas de gelo.

Prólogo do desentendimento

Com as cores do recomeço,  agora, a cavalgante segue. (Sem compasso, sem pulso, e cheia de incertezas)
Ela agora mora na renúncia e sabe de perto o que é a glória de chorar. Sabe também que levar a vida devagar é pré-requisito para não faltar amor. E o que é a perda? É um grito atormentado sem voz. É o soluço ininterrupto pelas bolhas  da falta de ar exalando rouquidão. É aquele labirinto perverso que  só se acha a loucura como saída e que as portas estão sem fechaduras. É a desaparição soberana  do verbo amar. É ter olhos insensíveis, e sofrer de desvios de olhares. É ter a boca e não ter um outro  lábio complementar. É  saber que a parede é  nua , e a única coisa que a separa da solidão dela mesma.
Não existe sentimento ruim em uma caixa de sapatos. Existem lapsos de tristeza. Existem devaneios.Existe   solidão em 34 anos.
Existe distância . Existe aborto da felicidade. Existem lados,  foguetes, e muita, mas muita saudade.


Saturday, October 22, 2016

O enigma

O que cabe entre teus seios menina, não são apenas , alças, ou a sustentação física de um sutiã. Deve sim caber inspirações, sentimentos bons e muita pulsação. Deve existir um coração pleno. Saudável, sem posse. Uma espécie de reservatório de calmaria sem bombardeios. A única explosão predestinada, deve ser a alegria.  Do átrio ao ventrículo para seus devidos fins. E nessas veias cávidas, muito amor flutando. Ou melhor, jorrando.  Amor feito oceano (pacífico). Feito barquinho em águas mansas.Mas e o que determina essa peculiar circulação? Ou derivação.. [..] Porque estar à deriva é encontrar se com a sorte. É estar energeticamente possuído e permitido pelo tempo a (re)encontrar-se com o inefável?   Paciência e um punhado de intuição  é o que move esse rápido  rastro percorrido.Caso contrário é obstrução de vida. E a vida é cheia de pousos e decolagens insensatas. Onde amar é silêncio para alguns. Para outras particularidades de vida, há mar em silêncio..

Sunday, October 2, 2016

Aquele pé sem calma em marcha ré ainda vai morar na ousadia, ou na rua de lua. Lágrimas que se morram!

Filha da lágrima , ela sabia que não havia nascido em vão. Chorava entre prantos, pratos e pratas.   Sabia que não poderia ser negada a sua hereditariedade de volumes. Tinha a exata convicção que era fruto da saudade  o resquício do  seu (re)nascimento. Sabia também que aquela água por jorrar era prevista. E que nas velas da vida, o que prende é âncora, e o que solta é o tempo. Nesses tempos tão de corte que ferem as artérias da vida, ela era restos improváveis de sentimento. Era apenas: gota (em forma de lágrima- filha)!  

Saturday, October 1, 2016

Diário de minha alma torta e não precavida.

 Todos os dias a gente sente.

 Aqui me exala escrever algumas aventuras não perecíveis.O grito é o escândalo da voz que, certamente, foi acometida de tristeza, dor, ou  algo que inicie com "a". 
   A chuva também poderia ser resquício  de choro, mas somente  aquele que vem engasgado a ponto de causar falta de ar a si mesmo, cuja razão não se consegue extrair, apenas,sofre. O mar reclama em seu vai- e -vém. A náusea causada pela saudade, continua. Mas que diabos causou tal rebeldia?A lua estaria em apuros?Não existe teoria, hipótese, tão pouco referência. Existe sentimento. E quando ele se pronuncia, não sofre eutanásia, ou  não morre afogado segurando o próprio nariz. Aparentemente, o inesquecível promove  incontinências amorosas mal resolvidas. Reata sonhos? Talvez. Promove angustia e  atravessa a sensação passageira do impossível(temporariamete). Nostálgico então é o o rencontro.  É feito estrela cadente;brilha, traça uma trajetória  súbita e  se lança  do precipício:céu! Nada resta.Nenhum adágio, nenhum mísero sinal de triunfo.Nenhuma esperança traduzívelporque amor não tem explicação, tem sentimento. E sentimento seguido de abandono é a sinaleira da cinza póstuma  do " adeus" . Ou do até breve devidamente tácito. Sentir , é estar sem ter. Ou ter e estar:" com saudade".

AnArQuiA dAs PalAvrAs


Anarquia das palavras

Na anarquia das palavras
converto- te em prima velha.
Por que o espanto se tu te espantalhas?
Se tu te afastas sem disfarce nos meses calados,
eu não julgo ou entro em retórica , apenas observo.

Porque das flores prometidas
só preencheram o chão, as secas folhas de primavera.
E do inverno, resta-me apenas a lembrança inefável do verão.

Insistindo na prosa promíscua
concebo-te a  ressaca das folhas do vento
e insinuo o verão, como estação permanente das minhas sílabas.
A espera que me cabe gélida,
Condena- me à saudade.

Thursday, September 22, 2016

Textos infláveis


A cada suspiro, uma idéia. Em cada ideia, um labirinto. O preenchimento da rota tinha nome de surpresa terna, invisível e pasmada com as descobertas,deitou-se em suas dúvidas. Deslumbrada  diante dos nomes e dos sobrenomes que surgiam sem procedência, ela não fazia mais suposições apenas indagava as presentes alusoes.. Admirava e suspirava,mas não entendia nada do acaso, ou do destino?Dos joelhos já cansados, desdobrava-os. Já era hora; palpitava frequentemente ao espionar a foto do" para sempre" que ainda estava registrada em sua memorável cabeça desordenada. Ela era toda condenada à saudade. Ela era toda prisioneira da distância . Ela era toda artérias da vida em profundo sangramento.
Ela só sabia sentir e agonizar em tempos.

Thursday, June 30, 2016

"Espelho fidedigno"



                       


Na alma não cabe mais nada. Amar dói. Nina sabe exatamente a que me refiro. 
'' El secreto ideal duerme en la sombra, já dizia Ruben Dario. E pra que adiantar a tortura de um medo descabido? Prefiro o silêncio, mas aquele silêncio bruto. Aquele que você parece ser surdo. Luto contra a minha própria resistência, mesmo querendo. A vida só nos ensina a ter mais medo mesmo. Das coisas, das pessoas, das relações,dos casos, dos acasos, das coisas inexplicáveis e principalmente do silêncio.  Ah, bem aventurado e maestro,o silêncio. Ele resume vários sentimentos e construções desfavoráveis em tão pouco tempo.Não cogitava temer o silêncio até ele prevalecer em meu cotidiano.Até me rendi  ao fato de que o silêncio possivelmente me traria benefícios, mas não foi bem assim. Ele intensificou a minha falta de diálogo comigo mesma. Não sei mais me conduzir. Não quero parar para pensar nas tantas coisas que já perdi por falta de pronunciamento verbal.As poucas palavras me servem de alento e denotam um querer concentrado.A infelicidade provém da falta de coragem. As respostas já não me importam mais.Aliás, o silêncio não tem eco. Assim como a chuva em pranto,o tempo que não passa, que também  não voa , e que não mais se apresenta em contos coloridos todo santo dia se perde feito pinguim doente em alto mar. A lua tirou férias.Inverno, quartas-feiras de cinzas, e alguns meses sem derme, epiderme, miocáridio, e uma pulsação variável sobrevivendo às intempéries do barco que sonhara roubar. Por enquanto só o que lhe rouba a voz, era  o silêncio.

Monday, June 20, 2016

Quase abril e as mesmas dúvidas perduram.

Escrevo porque  não sei.


A impressão é que um século se passou  e eu até que não percebi. (mentira) Doce mentira. As decisões que o digam.. A gente perde o fôlego,  ganha suspiros, releva insatisfações e segue. Segue para onde? Para onde o septo do nariz decidir. Olho para o lado e enxergo desinências, praia, pólvora, e setas. O problema é que são várias setas. Cada uma com a trajetória mais misteriosa que a outra. 
Entende-se por caminho, aquilo que estamos imersos e  com algum intuito de direção. Chamamos a cartomante? Não.  A cigana? Não, ela tem cara de que também se engana. Conto com a sorte? Melhor não; decidi então armar uma tocaia para o destino. Vou não olhar para trás e fazer o que a vontade  rabisca.  Estou mais desgovernado que o Brasil. Perdão pela piada mas ela soa eficaz nesse segundo.
Em nome da pátria a gente ama.  Já que ela não anda amada, amemos por ela. E o amor tem dessas confusões. Não se sabe por onde começa nem por onde termina.  Coisa semelhante ao destino. A única certeza é a dos belos encontros .  E também dos desencontros.  E por falar em reencontrar-se:
por onde se (re)começa? Eu acho que me desapareci.