Talvez eu tenha que pedir perdão por todos os males alheios que me foram causados.Talvez eu justifique a minha impotência de dizer não,sendo conivente.Talvez o mundo tenha engasgado todas as mágoas de uma só vez em um único momento mas em brutas parcelas que me cabem lastimar.Talvez a gente tenha aprendido a construir personagens irreais e nunca nos souberam desfazer tal processo. Talvez eu seja desprovida de.mágoas e incapaz de provocar um funeral verbal de últimas palavras.Talvez não me tenham ensinado a ser intolerante com o que causa mal estar.Talvez eu não tenha sido projetado para qualificar as injustiças que o mundo desabotoa.Talvez ,o inverno passe com a lágrima mais intensa.Talvez a insônia tome.conta da minha vontade de falar.Talvez o prólogo do perdoar seja inerente ao meu ser. Talvez eu tenha vocação de ser a melhor retribuição de carinho ate mesmo aos que pouco mereçam.Talvez eu chore em silêncio( as vezes).Talvez eu sorria em paz (muitas vezes).
Talvez, eu seja ainda sim, algo incomum.
Talvez , isso me baste,porque assim deixarei minha esperança:não a espera da retribuição, mas a certeza que mal eu nunca farei, e a leveza da folha ,sempre levarei comigo até o dormir de meu sono profundo.
Não há uma ordem concatenada entre os assuntos . Tudo é provindo da calçada da vida.
Sunday, December 13, 2015
Era uma noite acesa e cheia de devaneios.
Precisava estudar mas não conseguia.
Precisava corrigir papeis rabiscados de de sonhos mas não tinha ar.
Precisava explodir mas ainda tinha que esperar mais dois meses.
Necessitava era de um abraço com afeto injetável para ver se curava aquela saudade estrondosamente contaminadora.
Até Romero Brito estava sem cor. Essa era a cor do momento.
Toda de azul coberta de furos insensatos.
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