Saturday, October 22, 2016

O enigma

O que cabe entre teus seios menina, não são apenas , alças, ou a sustentação física de um sutiã. Deve sim caber inspirações, sentimentos bons e muita pulsação. Deve existir um coração pleno. Saudável, sem posse. Uma espécie de reservatório de calmaria sem bombardeios. A única explosão predestinada, deve ser a alegria.  Do átrio ao ventrículo para seus devidos fins. E nessas veias cávidas, muito amor flutando. Ou melhor, jorrando.  Amor feito oceano (pacífico). Feito barquinho em águas mansas.Mas e o que determina essa peculiar circulação? Ou derivação.. [..] Porque estar à deriva é encontrar se com a sorte. É estar energeticamente possuído e permitido pelo tempo a (re)encontrar-se com o inefável?   Paciência e um punhado de intuição  é o que move esse rápido  rastro percorrido.Caso contrário é obstrução de vida. E a vida é cheia de pousos e decolagens insensatas. Onde amar é silêncio para alguns. Para outras particularidades de vida, há mar em silêncio..

Sunday, October 2, 2016

Aquele pé sem calma em marcha ré ainda vai morar na ousadia, ou na rua de lua. Lágrimas que se morram!

Filha da lágrima , ela sabia que não havia nascido em vão. Chorava entre prantos, pratos e pratas.   Sabia que não poderia ser negada a sua hereditariedade de volumes. Tinha a exata convicção que era fruto da saudade  o resquício do  seu (re)nascimento. Sabia também que aquela água por jorrar era prevista. E que nas velas da vida, o que prende é âncora, e o que solta é o tempo. Nesses tempos tão de corte que ferem as artérias da vida, ela era restos improváveis de sentimento. Era apenas: gota (em forma de lágrima- filha)!  

Saturday, October 1, 2016

Diário de minha alma torta e não precavida.

 Todos os dias a gente sente.

 Aqui me exala escrever algumas aventuras não perecíveis.O grito é o escândalo da voz que, certamente, foi acometida de tristeza, dor, ou  algo que inicie com "a". 
   A chuva também poderia ser resquício  de choro, mas somente  aquele que vem engasgado a ponto de causar falta de ar a si mesmo, cuja razão não se consegue extrair, apenas,sofre. O mar reclama em seu vai- e -vém. A náusea causada pela saudade, continua. Mas que diabos causou tal rebeldia?A lua estaria em apuros?Não existe teoria, hipótese, tão pouco referência. Existe sentimento. E quando ele se pronuncia, não sofre eutanásia, ou  não morre afogado segurando o próprio nariz. Aparentemente, o inesquecível promove  incontinências amorosas mal resolvidas. Reata sonhos? Talvez. Promove angustia e  atravessa a sensação passageira do impossível(temporariamete). Nostálgico então é o o rencontro.  É feito estrela cadente;brilha, traça uma trajetória  súbita e  se lança  do precipício:céu! Nada resta.Nenhum adágio, nenhum mísero sinal de triunfo.Nenhuma esperança traduzívelporque amor não tem explicação, tem sentimento. E sentimento seguido de abandono é a sinaleira da cinza póstuma  do " adeus" . Ou do até breve devidamente tácito. Sentir , é estar sem ter. Ou ter e estar:" com saudade".

AnArQuiA dAs PalAvrAs


Anarquia das palavras

Na anarquia das palavras
converto- te em prima velha.
Por que o espanto se tu te espantalhas?
Se tu te afastas sem disfarce nos meses calados,
eu não julgo ou entro em retórica , apenas observo.

Porque das flores prometidas
só preencheram o chão, as secas folhas de primavera.
E do inverno, resta-me apenas a lembrança inefável do verão.

Insistindo na prosa promíscua
concebo-te a  ressaca das folhas do vento
e insinuo o verão, como estação permanente das minhas sílabas.
A espera que me cabe gélida,
Condena- me à saudade.