Monday, June 20, 2016

Quase abril e as mesmas dúvidas perduram.

Escrevo porque  não sei.


A impressão é que um século se passou  e eu até que não percebi. (mentira) Doce mentira. As decisões que o digam.. A gente perde o fôlego,  ganha suspiros, releva insatisfações e segue. Segue para onde? Para onde o septo do nariz decidir. Olho para o lado e enxergo desinências, praia, pólvora, e setas. O problema é que são várias setas. Cada uma com a trajetória mais misteriosa que a outra. 
Entende-se por caminho, aquilo que estamos imersos e  com algum intuito de direção. Chamamos a cartomante? Não.  A cigana? Não, ela tem cara de que também se engana. Conto com a sorte? Melhor não; decidi então armar uma tocaia para o destino. Vou não olhar para trás e fazer o que a vontade  rabisca.  Estou mais desgovernado que o Brasil. Perdão pela piada mas ela soa eficaz nesse segundo.
Em nome da pátria a gente ama.  Já que ela não anda amada, amemos por ela. E o amor tem dessas confusões. Não se sabe por onde começa nem por onde termina.  Coisa semelhante ao destino. A única certeza é a dos belos encontros .  E também dos desencontros.  E por falar em reencontrar-se:
por onde se (re)começa? Eu acho que me desapareci.

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