Dores divinas
Já era tarde e o chá de gengibre assobiava na chaleira. Papéis, rabiscos e muita cautela lhe cercavam. As necessidades do tempo construíam um cenário de precaução, visto que, ainda havia muita coisa por se desvendar . Assumiu o compromisso de se precaver das noites vazias, assim evitaria a solidão à dois(a pior de todas). A vida continuava beirando dúvidas e lhe trazendo algumas sombras que, definitivamente, precisavam ou provocar frio intenso, ou acovardar o calor repentino que o verão imaginário lhe trazia. Taminauê era moça leve , sincera e surda pelo vento de tão apaixonada pela falta de rotina. Queria sumir de seu mundo amarelado as vezes ébrio, embora a vida lhe retornasse em ondas tontas, ainda que passageiras. Queria trabalhar, mas já na segunda graduação afirmava a sua falta de habilidade para os negócios. Ela era garota sonhadora, e das profissionais. Sonhava com um mundo menos baldio; se doava em versões até inapropriadas. Este vasto mundo lhe trazia as maiores dívidas de afeto que alguém poderia ter. Perdeu a mãe e o cachorro para o capitalismo. No amor, desacreditou das verdades. Apostou que andar sozinha seria mais sereno. Com a sua recente mudança para Natal resolveu escrever poesias de peito aberto .Deu certo. A resposta da vida veio em gotas transparentes. Os pés na grama e a mente entre as árvores eram favoráveis a sua criatividade.Gostava intensamente era das suas preenchidas horas vagas. Taminauê era sombra e água fresca de agora em diante. Soprava vontades, e não tinha mais raízes. Ela era escritora de sua selva . Os bichos peçonhentos eram de bom convívio e os melhores amigos de sua terna solidão. Eram incapazes de machucá-la. A única espécie com alto grau de periculosidade `a Taminauê era : a duradoura mentira.
Já era tarde e o chá de gengibre assobiava na chaleira. Papéis, rabiscos e muita cautela lhe cercavam. As necessidades do tempo construíam um cenário de precaução, visto que, ainda havia muita coisa por se desvendar . Assumiu o compromisso de se precaver das noites vazias, assim evitaria a solidão à dois(a pior de todas). A vida continuava beirando dúvidas e lhe trazendo algumas sombras que, definitivamente, precisavam ou provocar frio intenso, ou acovardar o calor repentino que o verão imaginário lhe trazia. Taminauê era moça leve , sincera e surda pelo vento de tão apaixonada pela falta de rotina. Queria sumir de seu mundo amarelado as vezes ébrio, embora a vida lhe retornasse em ondas tontas, ainda que passageiras. Queria trabalhar, mas já na segunda graduação afirmava a sua falta de habilidade para os negócios. Ela era garota sonhadora, e das profissionais. Sonhava com um mundo menos baldio; se doava em versões até inapropriadas. Este vasto mundo lhe trazia as maiores dívidas de afeto que alguém poderia ter. Perdeu a mãe e o cachorro para o capitalismo. No amor, desacreditou das verdades. Apostou que andar sozinha seria mais sereno. Com a sua recente mudança para Natal resolveu escrever poesias de peito aberto .Deu certo. A resposta da vida veio em gotas transparentes. Os pés na grama e a mente entre as árvores eram favoráveis a sua criatividade.Gostava intensamente era das suas preenchidas horas vagas. Taminauê era sombra e água fresca de agora em diante. Soprava vontades, e não tinha mais raízes. Ela era escritora de sua selva . Os bichos peçonhentos eram de bom convívio e os melhores amigos de sua terna solidão. Eram incapazes de machucá-la. A única espécie com alto grau de periculosidade `a Taminauê era : a duradoura mentira.
No comments:
Post a Comment