"La cárcel es la libertad en una caja de zapatos."- já dizia a soldada das lágrimas de gelo.
Prólogo do desentendimento
Com as cores do recomeço, agora, a cavalgante segue. (Sem compasso, sem pulso, e cheia de incertezas)
Ela agora mora na renúncia e sabe de perto o que é a glória de chorar. Sabe também que levar a vida devagar é pré-requisito para não faltar amor. E o que é a perda? É um grito atormentado sem voz. É o soluço ininterrupto pelas bolhas da falta de ar exalando rouquidão. É aquele labirinto perverso que só se acha a loucura como saída e que as portas estão sem fechaduras. É a desaparição soberana do verbo amar. É ter olhos insensíveis, e sofrer de desvios de olhares. É ter a boca e não ter um outro lábio complementar. É saber que a parede é nua , e a única coisa que a separa da solidão dela mesma.
Não existe sentimento ruim em uma caixa de sapatos. Existem lapsos de tristeza. Existem devaneios.Existe solidão em 34 anos.
Existe distância . Existe aborto da felicidade. Existem lados, foguetes, e muita, mas muita saudade.
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